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Flávio Dino critica decisão de Cunha de autorizar abertura de impeachment contra Dilma

Presidente da Embratur, Flavio Dino, durante entrevista no Palácio do Planalto sobre a redução dos preços dos hotéis no RJ para o Rio+20

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou as redes sociais para criticar a decisão do presidente da Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de autorizar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Através do seu perfil no Twitter e no Facebook, Dino afirmou que a ideia é “disparatada” e sem base constitucional.

Na postagem, o governador disse ainda que o pedido só serve para tumultuar a atual situação do país, e que, nesse momento, o Brasil “precisa de estabilidade institucional, respeito à Constituição e de diálogo entre as forças políticas para sair da crise econômica”.

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Dino participou também de um manifesto assinado pelos governadores Robinson Farias (PSD–RN), Ricardo Coutinho (PSB–PB), Camilo Santana (PT–CE), Rui Costa (PT–BA), Paulo Câmara (PSB–PE), Wellington Dias (PT–PI), Jackson Barreto (PMDB–SE) e Renan Filho (PMDB–AL), todos da região Nordeste, contra a decisão de Cunha. No documento, os gestores manifestam repúdio ao que chamam de “absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional”.

A nota acusa ainda Cunha de golpismo, e de abrir o processo apenas por motivos pessoais. O documento lembra ainda que para haver possibilidade de prosseguimento do pedido, o presidente precisa ser ter cometido crime de responsabilidade, o que não é o caso de Dilma.

Leia abaixo na íntegra o manifesto dos governadores:

“Diante da decisão do Presidente da Câmara dos Deputados de abrir processo de impeachment contra a Exma Presidenta da República, Dilma Roussef, os Governadores do Nordeste manifestam seu repúdio a essa absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional. Gerações lutaram para que tivéssemos plena democracia política, com eleições livres e periódicas, que devem ser respeitadas. O processo de impeachment, por sua excepcionalidade, depende da caracterização de crime de responsabilidade tipificado na Constituição, praticado dolosamente pelo Presidente da República. Isso inexiste no atual momento brasileiro. Na verdade, a decisão de abrir o tal processo de impeachment decorreu de propósitos puramente pessoais, em claro e evidente desvio de finalidade. Diante desse panorama, os Governadores do Nordeste anunciam sua posição contrária ao impeachment nos termos apresentados, e estarão mobilizados para que a serenidade e o bom senso prevaleçam. Em vez de golpismos, o Brasil precisa de união, diálogo e de decisões capazes de retomar o crescimento econômico, com distribuição de renda.”

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