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Ex-diretor da Petrobras responsabiliza Dilma pela compra de Pasadena

Paulo Roberto Costa (foto) é um dos delatores da Operação Lava Jato.

Paulo Roberto Costa (foto) é um dos delatores da Operação Lava Jato.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, responsabilizou, em defesa apresentada ao Tribunal de Consta da União (TCU), a presidente Dilma Rousseff  pela compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2005.

Um dos delatores da Operação Lava jato, Paulo Roberto Costa, que depõe nesta terça-feira (4) à CPI que investiga esquema de corrupção na Petrobras, lembrou, no documento entregue, que coube à então chefe da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da estatal assinar, em 2006, a aquisição da planta de refino.

O TCU apontou prejuízo de US$ 792 milhões no negócio, feito em duas etapas, entre 2006 e 2012. A corte bloqueou bens de 10 dirigentes e ex-dirigentes da empresa, entre eles Costa.

O ex-diretor é responsabilizado por parte das perdas, no valor de US$ 580 milhões, por ter aprovado em valor superior ao que seria justo e desconsiderando riscos. Nos depoimentos prestados ao Ministério Público Federal, em regime de delação premiada, ele admitiu ter recebido propina para “não atrapalhar o negócio”.

A indisponibilidade patrimonial determinada pelo TCU não alcança integrantes do Conselho de Administração, responsável por aprovar, em última instância, os investimentos da estatal. Mas o tribunal ressalvou que, a depender das provas apuradas no decorrer do processo, eles ainda podem ser implicados.

Dilma chefiou o colegiado de 2003 a 2010. Em março do ano passado, em nota ao Estado, ela disse que, ao aprovar a compra de Pasadena, se embasou em parecer “técnico e juridicamente falho” sobre o negócio, apresentado pelo então diretor Internacional da companhia, Nestor Cerveró, atualmente preso por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O documento omitia cláusulas do contrato consideradas prejudiciais à estatal.

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