Publicidade

Eleição municipal confirma descrédito da orligarquia Sarney em São Luís

Passados 40 anos desde que o grupo liderado por José Sarney iniciou uma ousada campanha rumo a tomada do poder político no Maranhão, a oligarquia implantada pelo ex-presidente hoje agoniza e, apesar do ainda influente sobrenome Sarney em prédios públucos, ruas e praças, se restringe a poucas regiões do Estado.

Dentre essas regiões, aliás, São Luís há muitos não é mais reduto políticos dos Sarneys. Com um histórico de prefeitos eleitos que se opuseram à oligarquia, a capital percebeu cedo que as promessas inflamadas por José Sarney durante a sua posse como governador do Estado, em 1966, estavam longe de serem cumpridas.

E se ainda restava alguma dúvida desse distanciamento político ludovicense, essa relação fica clara quando se analisa o cenário da eleição de outubro na capital.

Nenhum dos três principais candidatos à prefeitura de São Luís nas eleições deste ano recebeu, abertamente, apoio do PMDB, partido liderado pela ex-governadora Roseana Sarney. Aliás, o nome lançado pelo partido, o vereador Fábio Câmara não deslanchou e aparece bem atrás dos principais nomes.

Mesmo Roseana, uma das principais articuladoras do partido no Estado, não conseguiu melhorar as condições Fábio. A ex-governador aliás, que no começo das escolhas das pré-candidaturas agia intensamente em prol da legenda, hoje se limita a discutir as estratégias para o PMDB de forma mais velada.

Em pesquisas de boca de urna já divulgadas sobre as intenções de votos, Fábio aparece sempre nas últimas colocações, o que o coloca ainda mais distante da tão sonhado cargo de prefeito.

O vereador, na verdade, não foi um nome cogitado desde o início pelo PMDB. O partido chegou a ensaiar alianças com outros partidos, como o PP, do deputado Wellington do Curso, que enfrentou dificuldades em fechar alianças e Eliziane Gama, outra candidata que também teve de recorrer algumas vezes à legenda depois da demora em definir uma legenda, para se lançar sua candidatura.

 

Busca