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E o IBOPE “errou” feio no Maranhão mais uma vez.

Acostumado a “errar” feio no Maranhão, o IBOPE, instituto de pesquisa carioca de propriedade de Carlos Montenegro, manteve a tradição e, mais uma vez, “errou”. A palavra está aspeada porque não se sabe se, de fato, o IBOPE erra porque é ruim mesmo ou porque é pago para “errar”. Afinal, como já disse o ex-ministro Ciro Gomes, em entrevista à Redet TV, “Montenegro é capaz de vender até a mãe”.

Mas vamos ao que interessa. Segundo a última pesquisa IBOPE para a eleição de governador no Maranhão, contratada e divulgada pela TV Mirante, no dia 1º de outubro, Flávio Dino (PC do B) teria 59% dos votos válidos, enquanto Lobão Filho (PMDB) ficaria com 38%, uma diferença de 21 pontos percentuais. Veja:

Se considerarmos a margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, Flávio teria entre 56% e 62%. Os mais afoitos dirão então que tá tudo bem, afinal, Flávio venceu a eleiçao com 63,52% dos votos válidos, muito próximo, portanto, do teto da margem de erro. Não é bem assim. Vamos desmontar a farsa do IBOPE.

Atente para o índice dado pelo instituto à Lobão Filho: 38%, ou de 35% a 41% dentro da margem de erro. Tendo Edinho terminado a eleição com 33,53% dos votos válidos, mais uma vez poderão dizer que este número está ali perto do limite da margem de erro, perto do piso.

Eis a primeira coisa a se salientar: enquanto o índice de Flávio Dino foi “puxado” para baixo, o de Lobão Filho foi “puxado” para cima, considerando margem de erro no resultado final da eleição. Apesar de parecer estar dentro da realidade, observe a diferença em numeros percentuais entre a pesquisa e o resultado da eleição. Segundo o IBOPE, Flávio venceria com uma diferença de 21 pontos. A realidade da eleição mostrou diferença de 30 pontos percentuais entre os candidatos.

Estratégia utilizada

Observe o gráfico abaixo. Na primeira pesquisa, divulgada em 05 de setembro, o IBOPE mostra o primeiro colocado com 42% e o segundo com 30%, enquanto todos os outros institutos de pesquisa aferiram indíces sempre acima de 50% para o primeiro e na casa dos 20% para o segundo, ou seja, com média de 30 pontos percentuais de diferença. Lembram dos 30 pontos no resultado final da eleição? Todos os institutos, menos o IBOPE, já conseguiam aferir essa diferença.

O resultado do primeiro levantamento teria a intenção de influenciar o eleitor. Como o intento não foi alcançado, no segundo levantamento, o IBOPE começa a trazer os números para mais perto da realidade. Ainda assim, irreal. Note acima. Não havia nenhuma justificativa para que, do dia 05 ao dia 19, a diferença de pontos percentuais saísse de 12 para 21. Tendo fracassada a estratégia de tentar influenciar o eleitorado, o IBOPE precisou na última pesquisa colocar os números mais condizentes com a realidade para não perder a credibilidade (?). Daí então mostrar a vitória de Flávio Dino, ainda que puxando pra baixo o índice.

SENADO

Tendo se credibilizado na aferição para o Governo, o IBOPE tentou influenciar o eleitorado na disputa para o Senado. Se a pesquisa para o Governo estava certa, ninguém poderia duvidar dos números para o Senado. E não é que o erro para o Senado foi majestoso. Veja o que disse o IBOPE na última pesquisa: Gastão Vieira seria eleito senador com 51% dos votos contra 40% de Roberto Rocha.

Podem sorrir à vontade, afinal, parece piada. Porque ou o IBOPE inverteu os nomes ou agiu de má fé mesmo. O resultado foi totalmente inverso: Rocha foi eleito senador com 51,54% contra 44,48% de Gastão.

Se o Brasil fosse um país sério, o senhor Carlos Montenergro já estaria atrás das grades. As previsões do IBOPE deram errado em 17 dos 26 estados mais o Distrito Federal. O IBOPE errou nada menos que 66,66% das previsões para as eleições de 2014. Ou o Instituto agiu com má fé para tentar enganar a opinião pública e fraudar a eleição em todo o Brasil ou esse IBOPE é mesmo um institutozinho de meia tigela.

 

Radialista e Jornalista, Professor de Comunicação e Oratória, Locutor Publicitário e Apresentador de TV
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