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Dino assina ordens de fornecimento de equipamentos para a agricultura em 30 municípios

Como um estado onde a produção de alimentos ainda é feita de forma rudimentar, utilizando técnicas muitas vezes obsoletas, o Maranhão ainda encontra dificuldades em expandir suas fronteiras agropecuárias, principalmente ao que concerne a agricultura familiar.

Dessa forma, com o objetivo de modernizar a cadeia de produção de alimentos, principalmente aqueles produzidos pelos pequenos produtores, o governador do Maranhão assinou na manhã desta quarta-feira (27), em um evento realizado no Palácio dos Leões, as ordens de fornecimento de equipamentos agrícolas ao Projeto Salangô II e os projetos ligados às cadeias produtivas do Programa Mais Produção, Água para Todos e demais iniciativas ligadas à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima).

Durante o evento, o governador Flávio Dino destacou a importância da modernização da agricultura para o desenvolvimento do Estado. “O setor primário é uma espécie de premissa, porque a partir do desenvolvimento desse seguimento é que nós podemos avançar à verticalização de outras cadeiras produtivas. Ninguém imagina que amanhã uma grande indústria automobilística vai se instalar no Maranhão, mas nós lutamos para que o passo seguinte da industrialização do Maranhão seja a partir da agro industrialização”, afirmou.

Para o secretario de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), a ampliação do projeto vai permitir com que o Maranhão volte a ter destaque na produção de alimentos. “O Maranhão já foi o segundo produtor de arroz, mas devido a dificuldade em saber lidar  com a produção desse alimento, os produtores acabaram optando pelo milho ou memso a soja. E é justamente isso que o governo quer trabalhar, é, além da irrigação da terra, acompanhar a produção de alimentos no Estado”.

O evento contou com a participação de prefeitos dos municípios beneficiados, além de secretários estaduais e municipais, lideranças comunitárias, além de deputados estaduais.

Projeto Salangô

Reativado pelo governador Flávio Dino, o  Projeto Salangô foi iniciado, com um volume significativo de recursos da União e uma contrapartida do Governo do Estado, com o objetivo de ser o maior projeto agrícola de irrigação do Maranhão, na produção de arroz irrigado, frutas e hortaliças. O Salangô tem uma área total de 3.600 hectares, sendo 600 hectares para o plantio do arroz irrigado e 2 mil hectares para o regime de arroz sequeiro. O empreendimento foi concebido para operar com vários sistemas de irrigação, divido em setores, corrigindo problemas como a falta de local adequado para secar o arroz e maquinário velho e beneficiar cerca de 437 famílias de agricultores distribuídas em várias associações.

Planejado para ser o maior projeto de irrigação do Estado do Maranhão e um dos maiores do país, o Salangô ainda no início de sua construção, foi tomado pela corrupção e desvios de recursos durante a gestão da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Dados colhidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público e pela Corregedoria Geral do Estado mostraram que o rombo chegou à quantia de quase R$ 70 milhões de reais, valor liberado para o projeto.

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