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Dilma age com ouvido de mercador e descomprometimento com o MA

John Cutrim – Como já afirmamos neste espaço, a presidenta Dilma Rousseff é indiferente ao Maranhão. Foi aqui, convém lembrar, que Dilma registrou a maior votação proporcional no país. A petista conseguiu 78,76% dos votos. Mesmo com toda essa avalanche de votos, Dilma, insensível, sequer agradeceu os votos dos maranhenses.

Pois bem. Nesta quarta-feira, ficou mais uma vez comprovado que o Maranhão não é prioridade do seu corrupto, inábil e desastrado governo. Depois de todo empenho em percorrer ministérios esta semana em busca de investimentos para o estado, o governador Flávio Dino foi recebido por Dilma, hoje à tarde, no gabinete da Presidência da República, em Brasília. Seria momento importante e histórico de coroação de todo esforço de Flávio, com o anúncio, por parte da presidenta, da implementação das demandas apresentadas aos ministros.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, foi recebido na tarde desta quarta-feira (25) no gabinete da Presidência da República pela presidenta Dilma Rousseff.

Esperançoso, Flávio esperava que Dilma fizesse, desta vez, um gesto positivo para o estado que consagrou a petista nas urnas. Aguardava, por exemplo, o anúncio de uma obra estruturante, de grande impacto na vida da população maranhense, ou quem sabe a liberação de recursos para investimento em mobilidade urbana, saúde, educação, segurança e em outras áreas deficitárias nas cidades do Maranhão.

Tudo ficou apenas na vontade. Para a frustração dos maranhenses, apesar de toda dedicação empreendido pelo governador Flávio em apresentar projetos prioritários como Plano de Ação Mais IDH, Programa Escola Digna e propostas sobre rodovias federais que cortam o Estado, Dilma Rousseff foi genérica. Cumpriu apenas o protocolo, de receber um governador de estado. Comportou-se institucionalmente. Ouviu, não se comprometeu com nada e seguiu o ritual do governante descompromissado: papo mole, sorriso, tapa na costa, abraço e foto. E foi só de Dilma para o Maranhão!

Nada de um grande plano para combater às desigualdades sociais e elevar os indicadores socioeconômicos, nada de dinheiro para tirar o estado da miséria e do fundo do poço, tampouco alocar recursos para uma grande obra em infraestrutura, saneamento, agricultura.

A presidente disse timidamente, de maneira superficial e desinteressada, que iria ajudar o Maranhão via programas federais. Isso mesmo, através dos programas que já existem no estado. Um verdadeiro acinte à nossa inteligência. Deboche, pouca vergonha e muito desprezo de Dilma com o sofrimento da população maranhense.

Quando a presidenta Dilma recorre à expressão “via programas federais”, a petista quer dizer que apenas manterá a miséria de rendimento do Bolsa Família às famílias maranhenses (afinal, somos o estado com o maior número de beneficiários do Bolsa Esmola).

Agindo assim, menosprezando as necessidades urgentes do povo do Maranhão, Dilma e a quadrilha de larápios do PT, que assalta e destrói o país com a complacência de muitos companheiros, trata-nos como famintos desesperados os quais se contentam com migalhas.

Pois, para Dilma e a máfia de usurpadores do PT – partido dos mensaleiros condenados à prisão por corrupção José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno e da quadrilha que saqueou a Petrobrás – a úncia parte que cabe ao Maranhão é esta, a esmola.

Em linhas gerais, foi deprimente o recado que Dilma transmitiu ao governador Flávio Dino. Ah, vale frisar que foi da parte do governador, e novamente merece aplausos, a inciativa de interceder pela refinaria da Petrobras. Dino apresentou à presidenta uma proposta alternativa de construir uma refinaria “menor” em Bacabeira, no valor de R$ 8 bilhões. Dilma, demonstrando pouco interesse no assunto, lavou as mãos. Outra vez o comportamento da presidenta Dilma foi de descomprometimento, pouca vontade e ouvido de mercador.

 

 

 

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