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Dia dos Namorados: um dia vale mais que o dia a dia?

Por Glória Barreto

Esta semana, comemora-se o Dia dos Namorados. Peço desculpas aos mais sensíveis, porém, a cada ano que passa, fico mais convencida do quanto a data é insossa.

Em geral, sou romântica e criativa, aprecio receber e dar presentinhos e mimos; mas, também prefiro a surpresa de receber sem data específica, sem cronograma, sem hora marcada. Gosto de me sentir especial pelo simples fato de que a pessoa que me ama fez algo porque quer me ver feliz, e vice-versa.

Ultimamente, o Dia dos Namorados não é explorado apenas pelo comércio, isso tem se disseminado entre os próprios casais nas redes sociais. As fotos, os presentes, as declarações não são gentilezas e carinhos particulares, tornaram-se posts de “ostentação”. E a cobrança afeta o casal!

Primeiramente, porque “algo” deve acontecer. Imagina a crise que pode haver se no dia não rolar nada, nem presentes, nem passeio… Nada. A única coisa que rola no final é uma DR (Discussão de Relacionamento).

Outro problema é que a cada ano a cobrança aumenta, “no ano passado, fizemos isso, quero ver este ano”. Ou seja, virou uma obrigação. Sem contar que tem que ser melhor que aquele casal de conhecidos, afinal não dá para abrir o Instagram e ver que as comemorações alheias foram visualmente “melhores” e mais “românticas”. Uma mistura de decepcionante, clichê e artificial.

Consequentemente, o que realmente tem valor fica em segundo plano. Não importa se na semana passada ele te levou para um passeio surpresa ou te trouxe vários presentes na última viagem. A data crucial chegou e você tem que viralizar sua vida amorosa nas redes sociais. E se esses têm sido os resultados da data, não vejo como o dia mais romântico do ano.

Em todo o caso, como dizia o slogan global, “tente, invente, e faça diferente”, te convido a fazer um “Dia dos namorados” imprevisível. Comemore no dia anterior, dez dias depois, na véspera de natal, depois de uma briga, ou quando você sentir que seu parceiro precisa sentir-se amado. Porque o amor de verdade não tem roteiro, ele acontece em lugares e em momentos onde menos se espera.

Como diz a escritora Martha Medeiros: “O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.”

Eu sou a favor de uma vida enamorada, um dia é muito pouco pra mim.

Faça acontecer e crie inúmeros dias únicos para você e seu amor!

 

 

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