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Comissão do Senado desiste de acelerar processo para afastar Dilma

Diante da provável decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, de acatar o recurso da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) contra a antecipação do processo de impeachment, o presidente da comissão do impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB) decidiu recuar da decisão de acelerar a votação, que deve acontecer agora em agosto.

A decisão contraria senadores do PMDB, que queriam que o processo terminasse ainda em julho, mas foram mantidos os prazos estabelecidos, inicialmente, de 15 dias para que acusação e defesa façam suas últimas considerações.

Apresentada pela senadora Simone Tebet (PMDB-MS), a questão de ordem que abreviou o cronograma foi alvo de críticas por parte de integrantes contrários ao afastamento de Dilma e de recursos do advogado da petista, o ex-ministro da Justiça e da Advocacia-Geral da União José Eduardo Cardozo, e do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que serão apreciados pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.

Lira argumentou que a votação deveria ser adiada até a análise de Lewandowski, caso o recurso fosse apresentado nesta quinta. Na sessão anterior, no dia 25 de maio, Anastasia havia apresentado proposta de cronograma que previa o encerramento do processo de impeachment no início de agosto.

“Só vou me pronunciar depois que receber os recursos formalmente”, disse o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, ao chegar ao Supremo no início da tarde.

Nesta fase do processo de impeachment, cabe ao presidente do STF decidir sobre contestações ao trabalho da comissão. A defesa da presidente e os senadores também podem entrar com ações judiciais ao Supremo, que serão julgadas pelos 11 ministros.

Com informações do UOL.

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