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Comando da PM manda prender soldado por causa do movimento de greve

Acaba de ser recolhido ao presídio Manelão, no Quartel Central da Polícia Militar, no bairro do Calhau, o soldado Alexandre Leite. A prisão foi determinada pela governadora e ordenada pelo comandante geral, coronel Zanoni Porto, depois de o soldado ter participado da assembleia que aconteceu nesta quinta-feira (13), onde foi criada a União dos Militares Independentes, que vai contar com um representante de cada Batalhão, para, de forma mais organizada, negociar com o governo. Mais de 700 policias e bombeiros participaram da reunião.

 

Acontece que depois da assembleia geral, alguns militares protestaram em frente ao Palácio e “se excederam no ato”, conforme informa o comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel Sá. Foi ele quem cumpriu a ordem de recolher o soldado Leite, e tudo ocorreu com tranqüilidade e respeito. Segundo Sá, trata-se de procedimento considerado normal em alguns casos, é uma medida disciplinar de pronta intervenção. A previsão é de que a prisão dure 72 horas. Entretanto, é possível que o soldado seja solte antes, dependendo da intervenção dos advogados dele junto ao Comando Geral.

 

Outro militar que está sendo procurado e pode ser preso a qualquer momento é o cabo Campos. Ele já foi procurado em sua residência na manhã de hoje, mas encontra-se fora da cidade, por isso não foi recolhido. O clima ficou tenso, a revolta dos policiais é grande, eles se mobilizam em várias cidades e prometem parar, pois consideram a prisão de Leite uma arbitrariedade. O acordo com o governo prevê a espera por uma resposta até o dia 19 de março, quando a categoria deve novamente se reunir para tomar uma decisão sobre a paralisação. Mas a prisão do soldado pode fazer o caldo derramar antes disso.

 

 

 

 

 

 

 

 

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