Publicidade

Câmara Federal poderá rever passagem aérea para cônjuge, diz Eduardo Cunha

3895792-eduardo-cunha

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) [foto], disse nesta quinta-feira (26) que a Mesa Diretora da Casa poderá rever a decisão que tomou na quarta-feira (25) para permitir a compra de passagens aéreas para cônjuges de parlamentares, da cidade do deputado para Brasília, com recursos da verba chamada “cotão”.

Segundo Cunha, a regra que vigorava até 2009 abria a possibilidade de uso de passagens aéreas para cônjuges, filhos, amigos e correligionários. Depois a regra mudou, por causa de denúncias de uso indevido da verba. De acordo com o presidente da Câmara, a regra agora ficou restrita aos cônjuges, e é a mesma usada pelo Itamaraty na concessão de passaporte diplomático, que é a comprovação do casamento ou de união estável reconhecida em cartório.Eduardo Cunha disse que quem não quiser usar a verba para comprar passagens para os cônjuges, não precisam usar. O deputado considerou natural as repercussões negativas, em função da medida.

Alguns partidos garantiram que seus deputados não utilizarão os recursos para a compra de passagens para cônjuges. Entre os que anunciaram essa posição estão o PPS, o PSOL e o PSDB.

O líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), anunciou na manhã dessa quinta-feira (26) que iria entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar a decisão da Mesa da Câmara. No entanto, no inicio da noite, ele disse à imprensa que iria conversar com o presidente da Câmara para verificar a possibilidade de apresentar um projeto de resolução para revogar a medida, antes de entrar com mandato de segurança no STF.

“Temos duas medidas a adotar, uma delas será adotada hoje. Ou entramos com mandato de segurança no STF, ou entramos com projeto de resolução, sustando os efeitos do ato. Se o presidente da Câmara se comprometer a colocar o projeto em votação, em regime de urgência, na terça-feira que vem (3), não iremos ao Supremo”, disse.

 

Busca