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Bandido tem que morrer? Uma defesa às palavras do deputado Cabo Campos

Cabo Campos, deputado estadual

“Bandido é pra morrer”. Essa frase foi dita em meio a um discurso na tribuna da Assembleia Legislativa pelo deputado Cabo Campos. Ora, assim isolada a sentença soa um tanto absurda, especialmente para quem tá acostumado a defender bandidos sob a égide dos direitos dos manos humanos.

Mas a fala de Campos se deu em defesa da ação de um policial que, em confronto com marginais, reagiu e mandou duas almas sebosas para o cólo do capeta. E, mesmo conhecendo todo o discurso, se apoiar apenas na afirmativa entre aspas que inicia este texto para fazer críticas não é lá de todo justo e honesto. Pior ainda é, sem o conhecimento bíblico necessário, questionar a assertiva do deputado em razão de sua condição religiosa (ele é evangélico).

Portanto, vamos por partes. Primeiro, o discurso de Campos começou relatando e lamentando a morte de dois policiais no interior do estado, um deles o soldado Caldas, na cidade de Tufilândia. Caldas havia ido a uma agência dos Correios pagar uma conta sem nem saber de um assalto em andamento no local. O soldado não conseguiu abrir a porta e virou-se de costas, os bandidos o atingiram covardemente.

Campos contou ainda que entrou em ação o sargento Lindoso, conseguindo abater dois bandidos. O deputado disse que daria até medalha ao sargento, se já não tivesse esgotado o número de comendas a que tem direito de oferecer por ano. “(…) ele mereceu uma medalha, pois foi lá para se proteger, a si e a seu patrimônio, fechou os dois camaradas, matou os dois bandidos, bandido é pra morrer, quem tem que ficar de pé é o policial”, afirmou.

Acredito que já deu pra entender em que contexto se deu a fala “bandido é pra morrer”. Numa situação de confronto, não é possível que alguém ainda possa defender que ali morra o policial e não o bandido. Portanto, nesse caso, bandido é pra morrer mesmo. Ademais, o deputado foi apenas coerente com sua linha de defesa dos policiais, algo que marca sua trajetória como PM e que lhe ajudou a chegar ao Parlamento Estadual.

De outro modo, confrontar a posição do deputado com sua religião é ignorância (de conhecimento). Eu sei qual Deus o nosso querido e sempre animado Cabo Campos exalta. É aquele Deus que defende a vida, sim. Só que valoriza mais a vida da vítima do que a do criminoso. A vida é tão sagrada aos olhos do Legislador Divino que Ele exige o fim da existência daquele criminoso que tirou o direito de outra pessoa viver (Gênesis 9:5,6).

É o Deus misericordioso sim com os pecadores, e que dá a salvação a qualquer um que aceite Jesus como seu único Salvador. Entretanto, biblicamente o perdão de Deus, Seu amor e justiça trabalham juntos, como diz em Salmos 85:10. A disposição que Deus tem em perdoar não elimina as consequencias dos atos de quem pratica o mal.

Mais uma vez, o deputado Cabo Campos é coerente naquilo que crê e que defende. Afinal, “Se o ladrão for achado roubando, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do seu sangue”. Não. A frase não foi dita por Campos. Está na Bíblia.

 

 

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