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Bandido que matou segurança do show “Garota White” era foragido da Justiça desde 2014


O vagabundo que atirou e matou o segurança Nilo Vitório Saraiva Ponte no show “Garota White” é homicida contumaz, mesmo assim estava fora da cadeia. Como pode? Veja:

Trata-se de Lucelmo Faria Gomes (foto acima). Beneficiado com a saída temporária do dia dos pais em 2014, essa alma sebosa não retornou ao presídio e estava foragido, portanto, por exatos 3 anos. Solto pela canetada de um magistrado em razão de uma benesse proporcionada – de maneira falha neste caso – pela Lei Brasileira, Lucelmo estava livre para tirar a vida de um trabalhador com um tiro à queima roupa, disparado friamente.

Poderia ter sido em qualquer lugar, a qualquer momento, em qualquer dia desses cerca de mil e 100 dias de liberdade concedida de forma distorcida pela Lei. E teria sido triste e infeliz de qualquer jeito ver um cidadão de bem qualquer sendo vítima, em primeiro lugar, de um sistema falho que coloca um homicida de sangue frio nas ruas.

Sistema falho, sim, senhoras e senhores. Pois este vagabundo saiu em 2014 pela porta da frente do presídio mesmo tendo mandados de prisão em seu desfavor desde 2007, e, vejam só, 2 mandados por homicídio.

Então, me responda quem aferiu que esse bandido cumpria os requisitos legais para ser posto em liberdade através do benefício da saída temporária? Ele não deveria ter saído. E sem essa falha absurda, o segurança Nilo, pai de um filho pequeno, ainda estaria vivo hoje.

O bandido foi posto erroneamente na rua com a saída temporária do dia dos pais em 2014. O filho do Segurança nunca mais terá um pai pro resto da vida.

Sobre a ocorrência

O bandido agia em conjunto com mais duas comparsas no crime de furto. A própria companheira, identificada como Eliene Pereira Souza – pivô da confusão que culminou na morte do segurança – e Ana Patrícia Silva, ambas com passagem por furto, sendo que esta última tinha mandado de prisão em aberto pelo mesmo crime. Eliene já havia sido também beneficiada pela Justiça. Ela estava em liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica, mas já havia arrancado o equipamento.

Importante ressaltar a agilidade da Polícia, notadamente a CPTUR, na captura da quadrilha. Os 3 foram presos minutos depois de fugirem do local em um táxi. O revólver calibre 38 usado no crime estava escondido debaixo do tapete do veículo, com 2 munições deflagradas.

Na delegacia, Lucelmo Faria Gomes apresentou identidade falsa, contendo sua foto, mas em nome de Carlos Lúcio Ribeiro. O delegado Leonardo Carvalho é quem estava respondendo no plantão da Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa.

 

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