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Após demissão do presidente da Funai, substituto deve ser escolhido pela bancada ruralista

Após a exoneração do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa, anunciada no Dário Oficial da União, nesta sexta-feira (05), o substituto deve ser indicado pela bancada ruralista, da qual faz parte o ministro da Justiça, o deputado licenciado Osmar Serraglio (PMDB), a quem a Funai é subordinada.

Antônio Fernandes deixou a Funai após o agravamento das tensões entre fazendeiros e índios gamela em Viana. O governo do Estado do Maranhão, juntamente com organizações de defesa dos direitos humanos cobraram uma posição do órgão, que já havia informado não dispor de recursos para demarcar a área que seria por direitos dos índios.

De acordo com o site Congresso em Foco, a demissão foi exigida pelo líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), porque o presidente da entidade responsável pela gestão das terras indígenas não aceitou nomear 25 pessoas indicadas por ele desde que a nova direção do órgão tomou posse. Toninho chegou ao cargo por indicação do próprio PSC.

Além de André Moura, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), do mesmo partido de Serraglio e do presidente Michel Temer, também pressionou por nomeações no órgão. Os dois deputados ganharam a chancela do presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), pastor Everaldo Pereira. As ameaçam começaram no segundo dia da gestão de Antônio Costa. Como o presidente da Funai não acatou o pedido, sofreu ameaças do deputado que, com o dedo em riste, gritou que o era o “dono” do cargo.

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