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Alerta: Autoridades afirmam que em casos recentes de feminicídio no Maranhão, vítimas não procuraram a polícia

Já foram contabilizados 33 casos de feminicídio no Maranhão, deste o início do ano. O número já supera o total registrado em 2018 no mesmo período, quando foram registrados 28 casos. Os dados se tornam ainda mais alarmantes quando sabemos que em todos os casos de feminicídio a mulher não procurou ajuda a polícia antes do desfecho fatal.

Esses dados foram constatados em levantamento feito pela Delegacia da Mulher, que lamenta os números, ainda mais porque  no Maranhão existem varias ferramentas que buscam garantir a segurança da mulher.

Uma delas é a Patrulha Maria da Penha, instituída pelo Governo do Estado  em 2017. O objetivo é proteger  as vítimas de agressão e garantir o cumprimento de medidas protetivas determinas pela Justiça, como o afastamento do agressor, ou sua retirada do convívio com a companheira.

A coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, Cel. PM Augusta Andrade, destaca que é necessário que a mulher entre em contato com a polícia caso a medida não seja cumprida.

“Muitas das vezes os agressores já entenderam a situação, cada um vai viver a sua vida, mas tem uns que não entendem e continuam fazendo ameaças. Nesses casos é aconselhável que em qualquer mensagem ou ligação a mulher nos repasse. A partir disso encaminhamos um pedido a Justiça para realizar a prisão preventiva do agressor”, explicou.

Os números contabilizados pela Patrulha chamam atenção, e escancaram o crescimento da violência contra o público feminino em nosso estado.  Foram mais de 4 mil mulheres atendidas, numa média de 20 atendimentos diários, e 88 homens presos no período de 2 anos. As prisões foram motivadas pelo descumprimento de ordens judiciais.

Segundo a delegada da mulher, Kamuzi Tanaka, a medida protetiva pode evitar o feminicídio.

“A solicitação da medida protetiva tem ajudado e tem salvado vidas, evitando situações de violência praticadas contra a mulher. Evitando que chegue até o ápice da violência, que é o feminicídio”, finalizou.

Com informações: G1 MA

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