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“Agiotagem” na Câmara: Bradesco se finge de morto

Marco D'Eça

Em meio às investigações sobre os empréstimos irregulares envolvendo a Câmara de São Luís e o banco Bradesco, apenas a instituição financeira vinha passando ao largo. Mas a polícia pretende chamar diretores do banco para dar explicações, sobretudo diante de novas revelações a respeito do esquema, comandado por uma de suas gerentes, Raimunda Célia de Abreu, tida como foragida.

Desde que estourou o escândalo, o Bradesco tentou se eximir ao máximo, evitando, inclusive, ter o nome da instituição citado no caso. A preocupação com o abafa tinha sentido: seria ruim para o banco ter seu nome envolvido em um escândalo que demonstrava claramente a fragilidade de seu sistema de segurança na guarda do dinheiro dos clientes. O golpe afeta diretamente a credibilidade do Bradesco.

Cheque sustado de mais de R$ 1 milhão foi parar nas mãos de agiota

Afinal, Raimunda Célia operava com diversas contas, transferindo dinheiro de umas para outras sem que os titulares sequer percebessem. Mas acabou perdendo o controle da situação e teve que recorrer a agiotas para repor fortunas tiradas de contas de figurões. E foi então que o caso estourou.

A polícia suspeita que posa ter existido conivência do banco com Raimunda Célia – e até uma certa proteção a ela – até para que ela não contasse, de fato, como tudo funcionava. O fato é que, com a divulgação do cheque de R$ 1,16 milhão que está em mão de um desses agiotas, o Bradesco entrou definitivamente no olho do furacão.

E terá que se rebolar para sair…

 

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