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Acusado de liderar recebimentos de propina, Sarney conspira contra Governo Federal

Maranhão da Gente – Desde o início das investigações da Operação Lava Jato, aliados do senador José Sarney estiveram no Centro das investigações, a exemplo da ex-governadora Roseana Sarney, do senador Edson Lobão e do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, acusados de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, dentre outros crimes.

Após a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), fica claro que apadrinhados e aliados no PMDB agiam no esquema de desvios da Petrobras orientados diretamente pelo ex-presidente José Sarney.

Segundo Delcídio do Amaral, além de Lobão e Silas Rondeau, o grupo liderado por Sarney e responsável pelo recebimento de propinas relacionadas à construção da Usina de Belo Monte, era também composto pelos senadores Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Eunício Oliveira (CE), todos pertencentes à cúpula do PMDB, partido que agora ameaça deixar a base da presidenta Dilma Rousseff.

No momento em que é citado como líder de um grupo de senadores que achacavam a empreiteira Andrade Gutierrez, Sarney passou a defender repentinamente o impeachment da presidenta Dilma. Para os aliados do PMDB disse que Dilma se manteria no poder no máximo até junho. Seus meios de comunicação passaram a atacar o governo federal e seus aliados no Congresso a defender o desembarque do partido.

O raciocínio de Sarney é pragmático. Ele acredita que o declínio da presidente e a ascensão do PMDB com Michel Temer pode garantir a suspensão das investigações da Lava Jato.

O ex-presidente também opera no campo da chantagem, ameaçando o governo federal com a ruptura. A esta altura, Sarney e seus aliados implicados na Lava Jato, avaliam que o menos pior para eles é abandonar o governo Dilma à própria sorte. Depois de 12 anos de um casamento em que o partido desfrutou das parcerias preferenciais com o PT.

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