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A morte do menino infeliz

By Jeisael Marx

O Rei do Pop não morreu. Nunca vai morrer. Agora, mais do que nunca, é que vai viver.
Mas o ser humano Michael Joseph Jackson, o sétimo de nove filhos do casal Katherine e Joseph Jackson, já não tinha vida havia muito tempo. Michael e seus irmãos sofreram constante abuso do pai durante a infância. Joseph batia com frequência nas crianças e aterrorizava-os piscologicamente.
O astro confessou em 1993 numa entrevista que chorou várias vezes de solidão na infância e muitas vezes vomitava só em ver o pai. Em 2003 no documentário Living With Michael Jackson, chorou ao lembrar da infância.

Sua vida foi uma tragédia. Sua música e sua carreira eram sua válvula de escape. Foi um personagem controverso. Vários aspectos de sua vida pessoal chocaram e chamaram a atenção do mundo, como a mudança radical de sua aparência, a acusação de abuso de crianças, seus casamentos, e os filhos gerados todos por inseminção artificial. Sofreu crises de saúde desde o início dos anos 90 e sofreu também com notícias sobre problemas financeiros.

Para o mundo, uma história de mitos e lendas. Queria Michael ser branco? Era um pedófilo? Ou gay? Será que fez sexo um dia? Será que Michael existiu?

Arnaldo Jabor certa vez escreveu que toda androginia, toda maluquice, inconsequencias e desatinos do Michael, era porque ele era infeliz. Acho que o que o matou foi a tristeza. Que porcaria de vida infeliz.

Michael Jackson, The King Of Pop, era apenas um artista que estava dando certo, encantando milhões de pessoas ao redor do mundo. Tinha todos aos seus pés. Mas era solitário e triste. Michael ja estava morto. Carregou seu cadaver infeliz até onde foi possível.

Enquanto um astro nascia para o mundo, um ser humano ia perdendo sua essência. Ninguém jamais compreenderá o tamanho da dor e sofrimento do eterno garoto.
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(O novo título do post foi dado por Walter Rodrigues que reproduziu o texto em seu blog http://www.walter-rodrigues.jor.br/)
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