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4 anos após projeto fracassado, VLT ressurge em promessas de candidatos à Prefeitura

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Quatro ano após o então prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB), anunciar a fracassada intenção de implantar na capital o Veículo Leves sobre Trilhos (VLT), na tentativa de reverter a péssima campanha que vinha realizando para a sua reeleição, o projeto ressurgi nas eleições deste ano, o veículo ressurgi nas promessas de candidatos nas eleições deste ano.

Um dos primeiros a apresentar um plano para o VLT nessas eleições foi o candidato Wellington do Curso, que pretende implantar os trilhos na área da Avenida Litorânea. O projeto serviria para principalmente para turistas, mas na prática, teria pouca utilidade para os milhares de ludovicenses que diariamente precisam do transporte público da capital.

De acordo com Wellington, o VLT sairia da Praça do Pescador e percorreria toda a orla da litorânea. Porém, não é preciso ir muito longe para descobrir o quão péssima foi a ideia. A litorânea é atualmente usada para a prática de esportes e principalmente para corridas e caminhadas, parece pouco lógico as pessoas irem à praia para andarem de VLT. Sem falar que não é barato botar o VLT em funcionamento, e o dinheiro usado para isto, poderia ser melhor utilizado no sistema de transporte público.

Outra ideia igualmente absurda foi proposta pelo candidato Fábio Câmara. Em seu programa eleitoral, o candidato afirmou que pretende trazer o VLT para atender a zona rural de São Luís. A priori, o projeto parece ser uma boa ideia, tendo em vista que a nessa região, o número coletivos ainda não é suficiente para atender a população.

Porém, mesmo com toda a verba necessária para fazer o veículo um percurso de apenas 17km, usando trilhos já existente saindo da estação de Mandubé até Aracanga, ainda na zona rural. Ou seja, o veículo seria de pouca utilidade já que apenas atenderia até o Tirirical, bem distante do Centro e de outros pontos da capital.

O mais grave ainda é que, independente do projeto apresentado, o VLT foi condenado pelo Ministério Público. Este ano, em uma decisão inédita, a justiça condenou as empresas Serveng Civilisan S/A e Bom Sinal Indústria e Comércio, que terão que arcar com todos os custos de armazenamento e conservação do veículo. Mesmo sem ter entrado em operação, o VLT custou aos cofres públicos mais mais de R$ 7 milhões e não tem qualquer viabilidade técnica para funcionar.

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