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11 motivos para não votar no Wellington do Curso

Já escrevi aqui no blog do profundo arrependimento de ter votado em Wellington para deputado estadual. Certamente, não cometeria o mesmo erro. Resolvi, portanto, elencar pelo menos 11 motivos pelos quais não votar em Wellington.

O candidato que ocupa a segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto para a Prefeitura de São Luís possui uma ficha bastante extensa, que vai de dívida com os Correios, uso de laranjas em suas empresas, sonegação/não pagamento de impostos e condomínio, além de ter figurado como réu num processo movido pela Procuradoria Geral do Estado por invasão de terreno público.

 

Vamos, então, aos 11 motivos para não votar em WC

1 – O empresário da sonegação

O candidato que usa e abusa do sucesso do Curso Wellington deixou de pagar mais de 120 mil em IPTU, e só buscou negociar a dívida depois que o assunto virou pauta na campanha. Isso mesmo! O “empresário” deixou de pagar os IPTUs dos prédios de sua propriedade no Monte Castelo, Angelim, Apeadouro e Renascença. Talvez, se ele tivesse cumprido antes com as suas obrigações tributárias, São Luís poderia estar melhor, uma vez que trata-se de um importante recurso para a manutenção das políticas públicas. Esse é o grande orgulho do “esforço individual” do candidato empresário.

Mas, parece que Wellington do Curso não gosta muito de honrar compromissos. Ele também tem dívidas acumuladas no valor total de R$ 12.273,60, de um veículo comprado no Estado de Minas Gerais, sendo R$ 8.143,98 de IPVA, mais R$ 2.036,0 de multa e R$ 2.093,61 em juros. O Estado de Minas, através da Secretaria da Fazenda, chegou a abrir um processo de execução contra Wellington para forçá-lo a regularizar sua situação. Em julho de 2015 ele foi parar na dívida ativa do Estado e incluído no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal – CADIN.

Wellington é o prefeiturável que mais responde ações na justiça. Mesmo antes da campanha começar de fato, o Ministério Público entrou com uma representação contra o candidato pelo uso do seu “Gabinete Móvel” para fins eleitoreiros. O parlamentar extrapolou os limites permitidos da regra de propaganda eleitoral.

Pesa ainda sobre o pepista outras acusações durante a campanha, como o não pagamento de 60,9 mil à empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e, por último, até taxa de condomínio em atraso.

 

2 – Péssimo administrador, incapaz de solucionar simples demandas

Wellington é visto entre os próprios alunos do seu Curso como mau gestor. As demonstrações de sua gestão ineficaz, cada vez mais frequentes nas redes sociais, vão de relatos de não pagamento de direitos trabalhistas, propaganda enganosa, falta de segurança e problemas no monitoramento de identificação de quem entra e sai do estabelecimento.

3 – O Curso é meu, mas está no nome de mamãe

O candidato pepista diz ser dono de um “empreendimento de ensino modelo no Nordeste” quando o seu nome sequer aparece como proprietário no ato de registro de inscrição da empresa. O Curso Wellington, cuja razão social é Gradual Sistema Potencial de Ensino Ltda., está registrado em nome de Iracema de Castro Bezerra, sua mãe, e José Carlos de Castro Bezerra, seu irmão.

Ter a mãe e o irmão como donos da “sua” empresa foi a jogada de Wellington para burlar a Lei que o impedia de exercer atividade empresarial por ser sargento do exército à época. Coisa que ele mesmo confessa como se fosse algo natural. Mesmo depois de tanto tempo, para não ter de se preocupar com processos de execução fiscal, Wellington preferiu continuar como um sócio oculto, aquele que “administra” nos bastidores, usando do expediente de nomear familiares para não responder qualquer ação judicial por sonegação.

4 – Wellington se orgulha de ter escolhido o partido mais corrupto do Brasil

O PP, partido escolhido por Wellington, tem em seus quadros os políticos mais corruptos, envolvidos nas grandes operações da Polícia Federal. E o candidato já disse que foi ele quem escolheu o PP, ou seja, logo ele, que sai por aí esbravejando contra todos falando do câncer que é a corrupção no Brasil. Mas, a julgar pelos episódios que envolvem seu nome, ao que parece sempre tentando levar vantagem em tudo, Wellington está bem acomodado na legenda. Aliás, muitos colegas do seu partido, o PP, se beneficiaram com atos ilícitos. O partido de Wellington é o que tem o maior número de investigados na Operação Lava Jato, com 32, dos quais, três senadores, 18 deputados e 11 ex-deputados

5 – Wellington é o candidato da Oligarquia

Apensar de seu esforço em negar, é evidente que Wellington do Curso é o candidato da família Sarney. Desde que oficializou a sua candidatura a prefeito da capital, o Sistema de Comunicação do Grupo Sarney vem turbinando a sua campanha eleitoral. O próprio Fabio Câmara, candidato do PMDB, partido do Sarney, disse que Roseana Sarney estaria apoiando Wellington.

Um dos principais doadores de campanha de WC é o sarneyzista Edilázio, casado com uma Sarney. Prédios e parte da estrutura de campanha utilizados por Wellington também são cedidos por gente da família ou ligada aos Sarneys. Sempre mal avaliado pelos maranhenses da capital, o grupo Sarney aposta todas as fichas na vitória de Wellington. O que está em jogo é a cadeira principal dos Leões, em 2018.

 

6 – Wellington faz parte do projeto pessoal de poder de Roberto Rocha

Para tentar chegar ao Palácio La Ravardiere, Wellington conta com o apoio de traidores e golpistas. Um deles é o senador Roberto Rocha (PSB), eleito debaixo do braço de Flávio Dino (PCdoB) e que votou a favor do impeachment da presidente Dilma. É Roberto Rocha quem direciona as estratégias de campanha de Wellington. Rocha tem o objetivo de desmontar os grupos alinhados a Flávio Dino, fragilizando as candidaturas apoiadas pelos Leões em São Luís e no interior do estado. O senador sonha em ser governador e pretende disputar contra Flavio Dino em 2018.

Rocha queria desde o início emplacar seu filho Roberto Rocha Júnior como vice de algum candidato em São Luís. Ninguém havia topado, até Wellington ser convencido de entrar nesse barco. 

7 – Um candidato com um vice enrolado também

Roberto Rocha Júnior tem muito o que responder sobre o escândalo da agiotagem na Câmara Municipal de São Luís. Em 2015, investigadores da Polícia encontraram, durante as Operações “Maharaja” e “Morta-Viva”, um cheque (R$120 mil do Banco do Brasil) do então vereador Roberto Rocha Jr. dentro do cofre do agiota Josival Cavalcante da Silva, o Pacovan.

Estaria a campanha de Wellington sendo financiada também por agiotas? Com Wellington e Roberto Rocha Júnior no comando do Poder Executivo estaria a Prefeitura de São Luís, futuramente, sob o controle de agiotas? Pelo sim, pelo não, prefiro não arriscar. Vai que…

8 – A desconfiança dos aliados com a falta de articulação política de Wellington

Um fator que faz um político ganhar a confiança do seu grupo é saber articular. E articulação política parece não ser o forte do candidato-empresário. Antes mesmo das convenções partidárias para definição de candidaturas, vereadores candidatos à reeleição do seu próprio partido ameaçavam abandonar o barco simplesmente porque Wellington não encontrava uma solução sobre coligações partidárias. Alem disso, é voz corrente que WC prefere tomar decisões, formular propostas e acordos sem ouvir ninguém.

Os próprios colegas de parlamento reclamam veladamente de Wellintogn. Dizem que, desde que assumiu a postura de “independente” na Assembleia Legislativa, Do Curso se acha superior. Essa postura, ainda que timidamente autoritária, atrapalhou até mesmo na formação de alianças no período da pré-campanha.

Um dos ataques mais pesados contra Wellington na pré-campanha partiu do vereador Manoel Rego, que disse em um grupo de Whatsapp ter posse de uma bomba que podia inviabilizar a candidatura de WC. Com os ânimos apaziguados nos bastidores, o parlamentar teria voltado atrás da decisão.

9 – Acusação de apropriação irregular de área ambiental

A Procuradoria Geral do Estado processou Wellington em 2013 sob acusação de invadir um terreno público, uma área de proteção ambiental pertencente ao Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA), no sítio Santa Eulália, localizado entre os bairros do Jaracati e do Cohafuma. Desafiando as leis ambientais e os órgãos da justiça, o invasor teria murado o terreno de 2.040 metros. Era Wellington quem respondia como réu processo na justiça pela reintegração de posse da área. O candidato escapou por enquanto do processo que foi extinto sem julgamento de mérito, simplesmente porque Wellington afirma que o terreno é do irmão dele, o mesmo que figura como proprietário do Curso que na verdade tem Wellington como dono de fato.

10 – O candidato exibicionista que não apoia a cultura local

Wellington faz parte de um segmento da sociedade que não faz cerimônia quando o quesito é exibir uma vida de luxo e ostentação. Carros, festas e viagens, amplamente divulgados em colunas, revistas e redes sociais.

Mas isso de ostentar parece ser prática comum aos membros do PP. Quem não lembra da prefeita-ostentação de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite, que integrava os quadros do partido?

As atividades culturais da nossa terra e os artistas locais não são muito a preferência de Wellington. O candidato costuma ter a marca de sua empresa ligada a eventos de forró de bandas que vêm de outros estados. Não há registro de apoio ou patrocínio para nenhuma manifestação cultural ou artista local. A ligação de Wellington com a cultura fora do Maranhão é tão forte que seu melhor amigo é o forrozeiro Wesley Safadão. Até música do candidato foi gravada pelo cantor cearense.

 

11- O candidato mídia

Wellington gosta de aparecer a qualquer custo. Vaidoso, egocêntrico e aproveitador, ele usa os espaços na mídia para fazer parecer que é atuante como parlamentar. Tem sido assim desde o começo do mandato. A missão é aparecer na mídia de qualquer jeito. Ele sempre escolhe um episódio de maior repercussão. Foi assim na morte de uma bailarina durante assalto na BR 135; foi assim na ocupação da galeria da Assembleia Legislativa por índios Guajajaras; foi assim no caso do Pirata da Litoranea; entre outros compromissos que só duraram enquanto havia a cobertura da mídia. Nunca se ouviu falar em nenhuma providência real por parte do deputado em nenhum desses episódios.

O caso mais emblemático do oportunismo de Wellington do Curso foi a sua participação em ato público do Dia Mundial de Conscientização do Autismo. As mães dos autistas acusaram o candidato de querer promover a sua imagem. O Grupo Ilha Azul, que reúne pais de crianças e jovens com autismo, condenou, por meio de nota, o uso eleitoreiro de suas atividades por Wellington do Curso, que usou imagens de um ato público por ocasião do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, como se dele o deputado fizesse parte.

Além disso, para alavancar o seu mandato Wellington tem o costume de marcar audiências públicas inexpressivas, apenas com o intuito de se autopromover.

Por fim, há mais que 11 motivos para não votar em Wellington do Curso, mas vamos parar por aqui.

 

 

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